Nesta segunda-feira (06/03/2023), faleceu o bebê Ravi Lorenzo, de 2 meses, no Estado de Goiás, por suspeita de ingerir um colírio que teria sido vendido por engano em uma farmácia de Formosa, no entorno do Distrito Federal.
O medicamento receitado foi a bromoprida, um antiemético, enquanto o dispensado foi tartarato de brimonidina, um colírio para o tratamento de glaucoma. A brimonidina é um agonista seletivo alfa-2, de ação anti-hipertensiva. Na bula, encontram-se efeitos colaterais como dificuldade de respiração, diminuição no batimento cardíaco e coma. É contraindicada para crianças menores de 2 anos.
Como o avô da criança foi comprar o medicamento, pode ter acontecido um equívoco ao assumir que a receita era do senhor e não de um terceiro, uma vez que pessoas na terceira idade utilizam colírios com mais frequência.
O caso está sendo acompanhado pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO), que por sua vez se solidariza com a família do bebê.
Caso o farmacêutico não consiga decifrar uma prescrição ilegível, o profissional deve tentar entrar em contato com o prescritor e, em caso de insucesso, o medicamento não deve ser dispensado. Nessas situações, o farmacêutico deve comunicar ao paciente que a dispensação não será possível e que ele deve procurar o prescritor para a emissão de outra receita legível.
O CRF-GO encerra sua nota expressando sincero pesar pelo ocorrido.
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