Tipos de estudos científicos e Estudos de Utilização de Medicamentos (EUM)

É comum se sentir sobrecarregado durante a aula de metodologia científica, seja durante a graduação ou durante alguma pós. A diversidade de...

    É comum se sentir sobrecarregado durante a aula de metodologia científica, seja durante a graduação ou durante alguma pós. A diversidade de tipos de estudos científicos é grande, e, com isso, existe uma possibilidade enorme de diferentes abordagens. As coisas ficam ainda mais complicadas quando entra a estatística, mas fique tranquilo que não vamos entrar nesse mérito nesta publicação! Começaremos devagar e tentando definir sucintamente cada possível tipo de estudo científico.

    Antes de falarmos sobre os tipos de estudos científicos, precisamos mencionar como funciona a classificação desses estudos. Você pode interpretar dessa forma: os tipos de estudos científicos são os subgrupos das classificações que apresentaremos a seguir.

Classificação quanto a MODALIDADE DA PESQUISA
  1. Exploratório: objetiva a caracterização inicial do problema e constitui a primeira etapa de toda pesquisa científica.
  2. Teórico: objetiva ampliar os fundamentos teóricos, definir leis mais amplas, estruturar sistemas e modelos teóricos, relacionar hipóteses.
  3. Aplicado: objetiva investigar, confirmar ou rejeitar hipóteses sugeridas pelos modelos teóricos.
  4. De campo: observa os fatos e como eles ocorrem. Nos permite separar e controlar as variáveis, além de perceber e estudar as relações estabelecidas.
  5. Experimental: determina um objeto de estudo, seleciona variáveis capazes de influenciá-lo, define as formas de controle e de observação dos efeitos que cada variável produz no objeto.
  6. Bibliográfico: recupera o conhecimento científico acumulado sobre um tema/problema.

Classificação considerando os OBJETIVOS DE PESQUISA
  1. Exploratório: proporciona mais familiaridade com o problema; pesquisa bibliográfica, estudos de caso e enquetes.
  2. Descritivo: fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados sem a interferência do pesquisador; uso de técnicas de coleta de dados na pesquisa e em observações sistemáticas.
  3. Explicativo/analítico: identifica fatores determinantes para a ocorrência dos fenômenos; para ciências naturais, é um método experimental e, para ciências sociais, é um método observacional.

Classificação quanto as FORMAS DE ABORDAGEM
  1. Quantitativo: traduz em números as opiniões e informações para que sejam classificadas e analisadas. Geralmente, utiliza técnicas estatísticas.
  2. Qualitativo: busca o estudo de aspectos específicos, particulares, aplicado a grupos também específicos, com abordagem bastante ampla, e buscando saber como as pessoas veem e se sentem quando estão diante das situações estudadas. Aplicam métodos de investigação, enquetes e leitura.
Classificação quanto ao NÍVEL E OBJETO DE ANÁLISE


Classificação quanto à NECESSIDADE DE BANCADA

  1. Estudos primários: São as investigações originais, geralmente de cunho observacional ou experimental. Portanto, são os estudos que necessitam de tempo de bancada. No caso da farmácia, tempo de bancada pode ser tempo em laboratório, experimentando, ou tempo em pesquisa de campo, por exemplo. No caso da computação, é tempo no computador, também experimentando. Aplique o termo à sua área.
  2. Estudos secundários: Os estudos secundários, por sua vez, são os que procuram estabelecer conclusões a partir dos estudos primários, com o registro resumido de achados que são comuns a eles. São incluídos aqui, por exemplo, os estudos teóricos que se baseiam principalmente em algum tipo de revisão bibliográfica.

    É importante notar, na imagem acima, a diferenciação entre "pesquisa bibliográfica" e "revisão". Pesquisa bibliográfica é o ato de pesquisar estudos pertinentes ao seu tema na literatura, visando o desenvolvimento de sua fundamentação teórica e discussão de resultados. É relativamente similar à revisão narrativa (que vamos discutir mais à frente), mas é menos extensa e tem objetivos diferentes. A pesquisa bibliográfica, portanto, está presente em todos os tipos de trabalhos científicos. É necessária para a construção da ideia e defesa; e quando é mais extensa e com método mais bem definido, pode ser considerada uma revisão.

Vale ressaltar que nem todo tipo de classificação aqui citado é aplicável a um tipo de estudo!

Estudos PRIMÁRIOS
Estudos descritivos ou não analíticos
    São estudos com inferência descritivas sobre a experiência do autor em relação a um determinado caso investigado. Inclui estudos de caso, série de casos, estudos de incidência, prevalência e ecológicos.

Estudos analíticos: observacionais
Transversais
    Esses estudos buscam entender o que acontece em um determinado grupo em um determinado período curto. Pode ser entendido como uma "foto" de um momento no tempo.

Longitudinais
    Esses estudos, por sua vez, buscam investigar diversas variáveis em um período longo (meses, anos, até décadas). Pode ser entendido como um "vídeo". O pesquisador não interage/interfere diretamente com os indivíduos que fazem parte da pesquisa, mas passa um período considerável fazendo observações.

- Lembre-se que todo estudo observacional é descritivo e eles podem ser classificados em transversais e longitudinais.


Coorte
    Parte da exposição (causa) – grupo de expostos e não expostos, determinando a incidência dos múltiplos efeitos desta exposição/doença, permitindo uma relação temporal. 

Caso controle
    Parte da doença (efeito), estudando vários fatores. Comparação entre doentes e não doentes. Este tipo de estudo tem uma duração menor e possui baixo custo se comparado a outras metodologias. Entretanto, está sujeito à viés de memória (participantes) e de seleção.

Estudos analíticos: experimentais ou de intervenção
    Os estudos experimentais ou de intervenção têm por objetivo tentar mudar uma variável em um ou mais grupos de pessoas. Isso pode significar a eliminação de um fator alimentar relacionado a uma causa alérgica ou o teste de um novo tratamento para um grupo selecionado de pacientes. Os efeitos de uma intervenção são medidos através da comparação do desfecho nos grupos experimental e controle. Ex.: estudos clínicos.


Estudos SECUNDÁRIOS
Ensaio teórico-conceitual
    O ensaio teórico-conceitual (também chamado apenas de ensaio teórico) envolve uma pesquisa bibliográfica, porém, diferente de uma revisão narrativa, esse tipo de produção intelectual costuma incentivar o debate acerca de um tópico. Ou, ainda, envolve a assunção de uma posição pelo autor e seus colaboradores referente ao assunto trabalhado. É um texto, muitas vezes, de cunho crítico (o que pode ser confundido com "opinião de especialista" (um outro tipo de publicação)) que visa, por exemplo, expor a importância de algum fator em um tipo de serviço, teorizando ao redor disso (ex.: a importância da habilidade de comunicação com o paciente na atenção farmacêutica). 
    O ensaio teórico-conceitual também pode classificar as publicações que sugerem um modelo de execução ou de avaliação de alguma ação dentro da prática profissional (ex.: propostas de modelos que implementem indicadores para avaliação ou qualificação de algum serviço; ou propostas de métodos sociais e formulários padronizados para pesquisa científica). Em resumo, são produções intelectuais que muitas vezes carecem de experimentação prática, mas que podem fornecer ferramentas para as mesmas. Geralmente, esse tipo de produção está bastante envolvida com as ciências humanas, mas também aparecem na área da saúde quando existe contato com pacientes, como por exemplo nos estudos desenvolvidos nas áreas de farmácia hospitalar e clínica.

Análise bibliométrica
    A análise bibliométrica é uma ferramenta bastante utilizada no campo das ciências da informação, principalmente na área de cienciometria, para o estudo específico da produção e disseminação científica e tecnológica. É um tipo de revisão quantitativa da literatura, onde define-se e utilizam-se indicadores e estatística para avaliar, por exemplo, o desenvolvimento de uma área ou assunto na literatura científica. Dessa forma, tanto o mérito científico do que é produzido quanto os níveis de produtividade podem ser representados pelos mais variados indicadores bibliométricos.
    Governos e empresas, por exemplo, veem nestas ferramentas a oportunidade de averiguar se seus investimentos em pesquisa retornaram resultados, assim como pesquisadores veem a oportunidade de investigar possíveis lacunas de conhecimento.

Revisão narrativa
    A partir daqui, começamos a falar sobre revisão, em nível crescente de complexidade. A revisão narrativa é a mais simples de todas, mas mais complexa que uma simples pesquisa bibliográfica, uma vez que costuma ser um pouco melhor estruturada e costuma avaliar um espectro mais amplo de estudos. 
    Nesse tipo de revisão, o autor muitas vezes não utiliza critérios explícitos e sistemáticos para a busca e análise crítica da literatura. A seleção dos estudos e a interpretação das informações podem estar sujeitas à subjetividade dos autores, isto é, podem ser avaliados apenas os estudos que os autores consideram relevantes ao tema, sem critérios explícitos de exclusão. Dessa forma, a revisão narrativa é o tipo de revisão mais suscetível aos vieses de informação. Além disso, é o tipo de revisão frequentemente menos abrangente, ou seja, não busca o esgotamento da literatura.
    A revisão narrativa pode aparecer como um estudo por si só, mas costuma ser parte integrante de um estudo maior. É um tipo de revisão considerada adequada para a fundamentação teórica de artigos, dissertações, teses, trabalhos de conclusão de cursos.

Revisão integrativa
    Surgiu como alternativa para revisar rigorosamente e combinar estudos com diversas metodologias, por exemplo, delineamento experimental e não experimental, e integrar os resultados. Tem o potencial de promover os estudos de revisão em diversas áreas do conhecimento.
    Esse tipo de revisão encontra-se nesta posição de complexidade, pois pode ser mais simples como uma revisão narrativa, como também pode manter o mesmo rigor metodológico de uma revisão sistemática. A diferença é a junção e avaliação de estudos com diversas metodologias.
    O método de revisão integrativa permite a combinação de dados da literatura empírica e teórica que podem ser direcionados à definição de conceitos, identificação de lacunas nas áreas de estudos, revisão de teorias e análise metodológica dos estudos sobre um determinado tópico.

Revisão sistemática
    Essas revisões são consideradas estudos observacionais retrospectivos ou estudos experimentais de recuperação e análise crítica da literatura. Testam hipóteses e têm como objetivo levantar, reunir, avaliar criticamente a metodologia da pesquisa e sintetizar os resultados de diversos estudos primários. Busca responder a uma pergunta de pesquisa claramente formulada. Utiliza métodos sistemáticos e explícitos para recuperar, selecionar e avaliar os resultados de estudos relevantes. Reúne e sistematiza os dados dos estudos primários (unidades de análise). É considerada a evidência científica de maior grandeza e são indicadas na tomada de decisão na prática clínica ou na gestão pública.

Metanálise
    É uma técnica estatística que também dá nome a um tipo de estudo. Busca combinar resultados provenientes de diferentes estudos. Na área da saúde, um exemplo é a combinação do risco relativo entre dois tratamentos estimado em diferentes estudos. O resultado básico da metanálise, neste exemplo, é uma estimativa única para o risco relativo, que é chamada de estimativa metanalítica. É importante ressaltar que, o resultado de uma metanálise terá significado aplicado somente se os estudos que a compõem forem o resultado de uma revisão sistemática.

Estudos de Utilização de Medicamentos (EUM)
A essa altura, você deve estar se perguntando onde entra o EUM em todas essas classificações. Bom, EUM é uma subclassificação que pode ser aplicada às classificações citadas anteriormente. A definição de EUM é a seguinte:

Estudos de Utilização de Medicamentos (EUM) são aqueles relacionados com a comercialização, distribuição, prescrição e o uso de medicamentos em uma sociedade com ênfase especial sobre as consequências médicas, sociais e econômicas resultantes.
- Organização Mundial da Saúde (OMS), 1977 / Res. CFF nº 477/2008

De forma bem resumida, os EUM são literalmente o que dizem ser: estudos que envolvem a utilização de medicamentos. Eles são divididos em estudos clínicos e não clínicos.

  1. Estudos clínicos: são divididos em 4 fases e envolvem a avaliação dos medicamentos em humanos.
  2. Estudos não clínicos: Envolvem os estudos teóricos, os testes in silico (utilização de softwares de simulação), in vitro (utilização de células biológicas) e in vivo (animais).

Dentre os EUMs, podemos citar os exemplos:
  1. Estudos de oferta de medicamentos;
  2. Estudos quantitativos de consumo;
  3. Estudos qualitativos sobre qualidade de prescrição;
  4. Estudos sobre hábitos de prescrição;
  5. Estudos envolvendo orientação farmacêutica e promoção do uso racional com base na ciência baseada em evidências;
  6. Estudos de adesão;
  7. Estudos de uso e abuso de medicamentos;
  8. Vigilância orientada a problemas específicos;
  9. Planejamento e/ou orçamento;
  10. Estudos de avaliação do impacto de intervenções específicas; etc.

    Finalmente, para concluir, vale lembrar que esses tipos de estudos científicos podem ter ainda mais subclassificações. Cada tipo e subtipo de estudo possuem suas vantagens e desvantagens. Além disso, cada um pode estar sujeito a algum tipo de viés, além de haver diferenciação da qualidade de evidência científica. Contudo, esses assuntos não foram abordados nesta publicação. Caso deseje saber mais, visite as referências e busque outras fontes!

    Vale ressaltar também que as definições aqui apresentadas não são absolutas. Pesquisadores demoram a chegar em um consenso, uma vez que o mesmo é alcançado através da adoção dos termos e seus significados por outros pesquisadores ao longo do tempo. Ou seja, autores podem ter visões diferentes sobre definições de tipos de estudos (ainda mais se a referência que você viu é mais antiga, uma vez que a ciência da informação está em constante expansão). A ideia desta publicação é apenas tentar organizar e resumir os principais tipos, com definições mais frequentemente utilizadas.

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Referências:
AGGARWAL, Rakesh; RANGANATHAN, Priya. Study designs: Part 2–descriptive studies. Perspectives in clinical research, v. 10, n. 1, p. 34, 2019.
BONITA, R; BEAGLEHOLE, R; KJELLSTROM, T. Epidemiologia Básica. 2ª ed, capítulo 3. Santos Editora, [s.d.]. Disponível em <https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4338974/mod_resource/content/1/BONITA%20et%20al%20-%20cap%203.pdf>. Acesso em 21/08/2023.
BRASIL. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 477 de 28 de maio de 2008. Dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no âmbito das plantas medicinais e fitoterápicos e dá outras providências. Brasília, DF, 28 mai. 2008. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/res477_2008.pdf
BV SALUD Tipos metodológicos de estudo. Disponível em <https://docs.bvsalud.org/oer/2018/07/842/aula-1-tipos-metodologicos-de-estudos_2.pdf>. Acesso em 21/08/2023.
GESTÃO EM SAÚDE. Investigação científica: estudos primários e secundários. Disponível em <https://gestaoemsaude.net/investigacoes-cientificas-e-estudos-primarios/>. Acesso em 21/08/2023.
N, Juliana. STUDYBAY. Estudo transversal e longitudinal: diferença e vantagens dos métodos - Guia Básico. Disponível em <https://mystudybay.com.br/blog/estudo-transversal/?ref=1d10f08780852c55>. Acesso em 21/08/2023.
RANGANATHAN, Priya; AGGARWAL, Rakesh. Study designs: Part 1–An overview and classification. Perspectives in clinical research, v. 9, n. 4, p. 184, 2018.
RODRIGUES, Caroline Legramanti; ZIEGELMANN, Patrícia Klarmann. Metanálise: Um Guia Prático. Clin Biomed Res, v. 30, n. 4, 2011.
RODRIGUES, Lucas Oliveira; MOURÃO, Samanta Cardozo; GOUVÊA, Marcos Martins. Produção científica de 2010 a 2018 sobre o controle de qualidade de espécies vegetais incluídas na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais. Vigilância Sanitária em Debate: Sociedade, Ciência & Tecnologia, v. 9, n. 2, p. 21-27, 2021.
UNESP. Tipos de revisão de literatura. Disponível em <https://www.fca.unesp.br/Home/Biblioteca/tipos-de-evisao-de-literatura.pdf>. Acesso em 21/08/2023.

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